Orientação prática

Celular Seguro: cadastre o aparelho antes e saiba como agir em caso de roubo ou perda

Preparar o serviço, indicar uma pessoa de confiança e conhecer os canais da operadora e do banco pode reduzir o tempo de reação quando o aparelho desaparece.

Redação ATDC · 29 de agosto de 2026 · Leitura de 5 min
Celular sobre uma mesa com símbolo de proteção na tela
Imagem editorial produzida para a Redação ATDC.

O Ministério das Comunicações reforçou, em 7 de agosto, a orientação para que os cidadãos cadastrem seus aparelhos no programa Celular Seguro. A preparação deve ser feita antes de uma ocorrência: o serviço permite registrar o telefone, indicar pessoas de confiança e emitir alertas em caso de roubo, furto ou perda.

Faça agora, com calma: acesse somente o aplicativo oficial Celular Seguro ou o endereço celularseguro.mj.gov.br, entre com sua conta gov.br e confira se o aparelho e a linha estão cadastrados.

O que o programa oferece

Coordenado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, o Celular Seguro envia o alerta às operadoras e às instituições parceiras. Na área logada, o usuário pode registrar telefones, cadastrar uma pessoa de confiança e comunicar uma ocorrência. O serviço também permite consultar se um aparelho possui registro de roubo, furto ou extravio antes da compra de um celular usado.

Segundo as dúvidas frequentes do programa, existem opções como o modo recuperação e o bloqueio total. A escolha tem efeitos diferentes sobre a linha, o aparelho e os serviços parceiros; por isso, leia a descrição apresentada na tela antes de confirmar.

Por que preparar antes

Depois que o aparelho desaparece, o consumidor pode estar sem acesso ao próprio número, ao e-mail e aos aplicativos de autenticação. Uma pessoa de confiança previamente cadastrada pode emitir o alerta em nome do titular quando ele não conseguir acessar o sistema.

O cadastro prévio também reduz a procura por informações em um momento de tensão. Ainda assim, o Celular Seguro não substitui todas as providências: a vítima deve acompanhar os protocolos, falar diretamente com a operadora e com as instituições financeiras e registrar a ocorrência policial quando houver roubo ou furto.

Roteiro nas primeiras horas

  1. Use outro aparelho ou computador para acessar o Celular Seguro e emitir o alerta; se necessário, peça à pessoa de confiança cadastrada.
  2. Entre em contato com a operadora pelos canais oficiais e solicite o bloqueio da linha e do aparelho. A Anatel informa que, para pedir o bloqueio à prestadora, basta fornecer o número da linha e os dados de identificação solicitados.
  3. Avise imediatamente os bancos e demais instituições com aplicativos instalados no celular. Peça bloqueio preventivo e registre protocolos.
  4. Altere as senhas do e-mail principal, da conta gov.br, das redes sociais e de outros serviços sensíveis, começando pelos que permitem recuperar as demais contas.
  5. Em caso de roubo ou furto, faça boletim de ocorrência na delegacia ou pela internet, quando o serviço estiver disponível no seu estado.

Quais dados e provas guardar

Anote o número da linha, marca e modelo do aparelho, data e horário aproximado da ocorrência e, se possível, os IMEIs do dispositivo. Guarde o boletim de ocorrência, protocolos da operadora, bancos e Celular Seguro, capturas das confirmações e e-mails recebidos.

Se aparecer movimentação bancária, contratação, compra ou acesso que você não reconhece, conteste imediatamente pelos canais oficiais e preserve extratos, notificações e comprovantes. Não negocie por mensagens recebidas de desconhecidos nem forneça senhas ou códigos de autenticação.

Ao comprar um celular usado

O portal do Celular Seguro oferece consulta ao Banco Nacional de Celulares com Restrição. Antes de pagar, confira a situação do aparelho e compare o IMEI consultado com o exibido no dispositivo e na embalagem ou nota fiscal, quando disponíveis.

A consulta ajuda a reduzir o risco de adquirir equipamento com restrição, mas não elimina os demais cuidados: identifique o vendedor, exija comprovante da compra, guarde a oferta e evite pagamento fora de canais que permitam documentar a transação.

O olhar da Associação

Segurança digital começa antes da emergência. O consumidor não precisa esperar um crime para organizar contatos, senhas e meios de bloqueio. Alguns minutos de preparação podem evitar decisões apressadas e facilitar a proteção da linha, das contas e dos dados.

A ATDC recomenda revisar periodicamente o cadastro, manter uma pessoa de confiança atualizada e usar somente os canais oficiais. Nenhum atendente legítimo precisa da sua senha, do código recebido por SMS ou de transferência por Pix para bloquear o aparelho.

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